Na sexta-feira, dia 12, ocorreu a inauguração da Casa da Cidadania Margarida Silva Costa, uma homenagem ao legado deixado por essa importante personagem de Itabira. A prefeitura municipal realizou um documentário para mostrar a sua trajetória de vida. Uma das pessoas que prestaram o depoimento é a filha dela, Rosa Márcia Costa.

“Minha mãe foi tudo em minha vida, um exemplo de mulher incrível, uma mulher à frente de tudo. Ela não media realmente esforços. Minha mãe trabalhou junto à comunidade. Uma das causas que ela levantou muito é do menor, o menor abandonado, a exclusão social. A minha mãe foi a primeira mulher a ingressar na Vale. Desde a época da Vale do Rio Doce, a primeira emprego dela, que foi na estrada, e depois ela foi administrar um hospital. Quantos e quantos depoimentos chegava lá sua mãe com você passando mal, o médico que já estava saindo, ela fazia o médico voltar. Então assim, isso tudo a gente já via que era um dom. Minha mãe tinha uma coisa nela que era a caridade. Era no olhar, era no abraço, era no receber as pessoas em casa.”

Também foram ouvidos amigos de Dona Bargarida. A advogada Zida Santana destacou o legado de vida.

“Passei a conviver mais de perto com Dona Margarida nos engajamentos sociais que a comunidade. Passei a conviver com ela tanto nas questões das políticas públicas, porque ela batalhava pelo engajamento, pelo crescimento, pelo apoio à criança e adolescentes que eram abrigados hoje no Combem. E assim ela começou percorrendo o seu caminho no poder executivo, no poder legislativo, no judiciário. Eu tenho ciência de grandes fatos que ela procurou fazer, ela procurou implantar e implementar esse projeto e ela conseguiu. Então hoje eu posso dizer com toda segurança. Foi uma mulher que marcou seu tempo. Deve ser respeitada e é respeitada pela nossa sociedade e sua família. Ela deixou um grande legado para eles. Na Câmara, ela conclamou os vereadores na época para que fosse feito um convênio. Ela solicitou apoio para esse projeto de forma que as crianças que lá estavam, hoje nós chamamos de menor aprendiz. Ela já teve naquela época essa tarefa e ela concretizou porque a câmara conseguiu, com a interveniência dos órgãos e apoio e orientações jurídicas, inclusive do Tribunal de Contas, como celebrar esse convênio. E foi celebrado o convênio, foi executado e durou muitos anos. A gente ficava muito orgulhoso de ver que eles também correspondiam. Dona Margarida deixou um legado para essas crianças adolescentes ímpar. Não tem como deixar um elogio para ela de tamanha natureza, que era a benegação dela, a dedicação. Essa é a escolha que o Executivo fez de dedicar esse espaço a nome de Dona Margarida. Eu acho que é tudo de justiça que podia fazer pra ela.”

A funcionária pública Maria Magna, conhecida por Magui, também destacou como foi viver com Dona Margarida.

“Ela incentivava a arte, a gastronomia, os alunos saíram daqui prontos. Dona Margarida eu encontrava com ela em todos os eventos, sempre ela em ação, a procura de ajudar o outro, preocupada com as crianças, com os adolescentes, com os idosos, trabalhava com a função do outro sempre, com a família também e o discurso de Dona Margarida que é sempre em favor do outro. Isso me encantava com essa disponibilidade que ela tinha pra levar alegria e conforto a quem ela podia.”

Reportagem: Euclides Éder

Ouça a entrevista na íntegra:

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