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O Ministério da Saúde (MS) divulgou os 22 municípios de Minas Gerais, que a a partir de fevereiro, receberão a vacina Qdenga contra a dengue, através do Sistema Único de Saúde (SUS). O Governo Federal considerou o quadro endêmico para a escolha das praças. Apenas dois territórios foram escolhidos no Estado: Central, onde está inserida a capital, a maior em quantitativo absoluto de casos positivos; e o Vale do Aço. Itabira com mais de três mil casos confirmados foi município excluído da lista. Clique aqui e saiba as cidades escolhidas.

Para o médico Cristiano Galvão, infectologista do Hospital Vila da Serra, a vacinação chega em um momento oportuno, devido ao aumento de casos registrados. “A dengue causa inicialmente inflamação, febre, dores de cabeça e pelo corpo. Mas, é preciso estar mais atentos com as pessoas infectadas com o vírus pela segunda vez, pois têm um risco significativamente de desenvolver doença grave. Por isso, essa vacina disponibilizada pelo SUS é de extrema importância”, ressalta o infectologista.

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A dengue é uma arbovirose urbana mais prevalente no Brasil, e tem desafiado, ano após ano, a saúde pública. A primeira tentativa com vacinas foi com a Dengvaxia, desenvolvida pela farmacêutica Sanofi, e aprovada em 2015 por várias agências regulatórias globais, incluindo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O infectologista do Hospital Vila da Serra informa que a nova vacina, a Qdenga, irá priorizar, inicialmente, a população de 10 a 14 anos, como público-alvo que não teve exposição ao tipo três.

“Temos uma parcela significativa da população com até 15 anos que não foi exposta, porque o tipo três apareceu pela última vez em 2008. Isso os torna suscetíveis à infecção por esse vírus, por isso, o público prioritário será esse estipulado pelo Ministério da Saúde”, explica o médico infectologista. O primeiro lote da vacina chegou no mês de janeiro, com cerca de 757 mil doses. A rede pública oferta o imunizante. Cotação em Itabira, nesta terça-feira (30) apontou valor médio de R$ 340 à vista, ou R$ 370 parcelado.

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A dose de reforço tem que se administrada três meses após a primeira aplicação. O período de maior transmissão, ocorre geralmente entre novembro e maio. O acúmulo de água contribui para a proliferação do mosquito vetor e, consequentemente, maior disseminação. É importante evitar água parada, porque os ovos do mosquito podem sobreviver por mais de um ano naquele ambiente. A Dengvaxia é vacina tetravalente, de vírus vivo atenuado. Assim como a Qdenga, independentemente de ter tido ou não dengue, previamente.

A partir de 30 dias após a segunda dose, a eficácia da vacina é superior a 80%. No entanto, quando analisados apenas casos mais graves, que requerem hospitalização, a Qdenga oferece proteção superior a 90%. A vacina demonstrou ser eficaz também contra os sorotipos: um com aproximadamente 70%; dois (95%); e três (40%). A eficácia contra o subtipo quatro não pôde ser avaliada nesse período, devido ao insuficiente número de casos de dengue causados por esse sorotipo durante o estudo realizado pelo laboratório responsável.

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De acordo com a Anvisa, a Qdenga é indicada para pessoas de quatro a 60 anos. Pode receber o imunizante quem já teve dengue e também quem nunca foi infectado. Gestantes, lactantes e pessoas com alergia a algum dos componentes presentes, quem tem o sistema imunológico comprometido ou alguma condição imunossupressora não podem ser vacinadas. O registro foi aprovado pela Anvisa em março de 2023. Desde então, a aplicação está autorizada no país, e as doses passaram a ser comercializadas em clínicas.

Reportagem: Euclides Éder

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