Neimar Rodrigues Costa. Crédito: FSFX

O sono adequado desempenha um papel vital no funcionamento otimizado do organismo, sendo crucial para a manutenção da saúde física e mental. Segundo a literatura médica, o sono de qualidade é fundamental para o corpo recuperar as energias, para a regulação de hormônios, a consolidação de memórias e ainda desempenha um papel importante na regulação do apetite e metabolismo, contribuindo para a manutenção de um peso saudável e a prevenção da obesidade. Apesar de todos os benefícios, mais da metade dos brasileiros, 65% da população, não desfrutam de uma boa noite de descanso.

Para o clínico da Fundação São Francisco Xavier (FSFX), Neimar Rodrigues Costa, a privação do sono pode gerar uma variedade de efeitos negativos no corpo e na mente, podendo variar de leves a graves, dependendo da extensão da privação do sono. Os efeitos mais comuns são a fadiga diurna, irritabilidade, dificuldade na concentração e memória, déficit no desempenho físico. A privação crônica de sono também está associada a distúrbios de humor, como a depressão, que compromete a função cognitiva, afetando a concentração e o desempenho mental. Outro transtorno comum é a apneia obstrutiva, respiração é interrompida repetidamente durante a noite.

“A saúde mental é profundamente impactada por uma boa noite de sono, envolvendo a regulação de neurotransmissores essenciais, como serotonina e dopamina. Quem se priva, compromete a produção adequada de células de defesa, anticorpos e outros componentes do sistema imunológico, enfraquecendo a capacidade do corpo de combater infecções”, alerta o médico. Para a medicina, o sono é caracterizado por um estado fisiológico essencial para a saúde e bem-estar, definido por uma redução da atividade cerebral consciente e uma diminuição da resposta aos estímulos do ambiente.

A relação entre sono e atividades físicas também é benéfica para um sono restaurador. Dormir bem influencia na recuperação muscular e o desempenho no exercício. O sono profundo é essencial para a liberação de hormônios necessários à reparação e crescimento dos tecidos, além de contribuir para a regulação energética. “O recomendável é que os adultos durmam em média 8 horas por dia, para ter um descanso considerável. O repouso repercute positivamente no desempenho diário de uma pessoa, podendo favorecer situações que exigem desde foco e concentração ou performance que requer esforço físico”, recomenda o especialista.

Para criar um ambiente propício ao sono saudável, o médico clínico da FSFX, que atua no Hospital Márcio Cunha (HMC) em Ipatinga, Neimar Costa, orienta que é importante considerar fatores como: ambiente com baixa luminosidade, silêncio, temperatura adequada e conforto do colchão e travesseiros. É recomendável evitar o uso de dispositivos tecnológicos antes de dormir, buscar desenvolver uma rotina relaxante e limitar estímulos como o uso de cafeína e nicotina. Para o médico, incorporar essas características no período noturno proporcionará um sono restaurador, essencial para a saúde geral e o bem-estar.

Reportagem: Euclides Éder

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