Usina “Sol do Cerrado”. Crédido: Vale/Divulgação

A Vale oficializou que toda a energia elétrica utilizada nas suas operações no Brasil em 2023 foi proveniente de fontes renováveis, como usinas hidrelétricas, eólicas e solares. Com isso, a empresa atingiu a meta de ter 100% de consumo de energia elétrica renovável no país, dois anos antes do prazo previsto. A informação é destaque na edição de 2023 do Relato Integrado, que traz também outros avanços ambientais, sociais e de diversidade da empresa. Para que a meta fosse atingida foi determinante a operação do complexo solar “Sol do Cerrado” em novembro de 2022 em Jaíba (MG), com investimento de R$ 3 bilhões.

A ferramenta fornece o equivalente a 16% de toda a energia elétrica consumida pela Vale no Brasil. “Estamos anunciando um marco importante na estratégia de descarbonização da Vale, que busca reduzir em 33% suas emissões de CO2 de escopos um e dois (diretos e indiretos) até 2030, e zerar suas emissões líquidas até 2050. Ao mesmo tempo em que avançamos nas nossas metas, ajudamos a tornar a matriz energética mais limpa, contribuindo para a luta da sociedade contra as mudanças climáticas” explica a diretora de energia e descarbonização da Vale, Ludmila Nascimento. Atualmente o consumo de energia renovável está em 88,5%.

O caminho do total renovável começou a ser traçado ainda na década de 90, quando a empresa adquiriu suas primeiras usinas hidrelétricas. Hoje, a Vale é suprida por um portfólio de energia renovável de 2,6GW de capacidade instalada, o equivalente ao consumo de mais de três milhões de habitantes. São 14 ativos detidos por meio de participação direta e indireta em consórcios e empresas: dez usinas hidrelétricas, três eólicas e a “Sol do Cerrado”. Se fosse uma geradora de energia, a Vale seria a 15ª maior do país, e em suas operações globais, avança para chegar ao consumo de 100% de energia renovável até 2030.

A Vale investe em parcerias, certificados de geração renovável nos contratos (PPAs) e iniciativas de inovação para eficiência no uso de baterias, e também trabalha para reduzir suas emissões diretas. Nas minas e ferrovias, onde hoje há um consumo intensivo de diesel, um combustível fóssil, a empresa estuda a adoção de combustíveis alternativos, como o etanol para caminhões e a amônia verde para locomotivas. Já nos fornos de pelotização, a estratégia é a substituição de antracito, um tipo de carvão mineral, por biocarbono, feito a partir da carbonização da biomassa, de zero emissão.

Relato Integrado 2023:

  • 165 mil hectares de florestas protegidos em parceria com unidades de conservação públicas e em projetos de Redução de Emissões provenientes de Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+).
  • Dobrar a representatividade de mulheres até 2025. Fechou-se em 2023 com aumento de mais de sete mil mulheres em relação a 2019. O público feminino em posição de liderança sênior aumentou 120% na mesma comparação.
  • O projeto piloto da metodologia do objetivo de longo prazo de combate à pobreza extrema. A ação envolveu 30 mil pessoas, essencialmente no Pará e Maranhão. A Vale tem a meta de retirar 500 mil pessoas da extrema pobreza até 2030.

Reportagem: Euclides Éder

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