Dr. Renato Lott. Crédito: FSFX

Celebrado nesta terça-feira (29), o Dia Mundial do Coração, a data reforça a importância da prevenção das doenças cardiovasculares, entre as principais causas de morte. Em 2026, a campanha da Federação Mundial do Coração traz a mensagem “Don’t Miss a Beat” (Não perca uma batida). Para o cardiologista da Fundação São Francisco Xavier (FSFX), Dr. Renato Lott, os cuidados devem fazer parte da rotina. “Um bom momento para lembrar uma coisa simples: a saúde do coração é construída todos os dias. Ela depende de escolhas como praticar atividade física, ter uma alimentação equilibrada, dormir bem, controlar o estresse e não fumar. Também passa por fazer consultas de rotina, manter bem controlados fatores como pressão alta, diabetes e colesterol”, destaca.

O excesso de peso é outro fator de risco, por estar associado a condições como hipertensão, diabetes e alterações do colesterol. Entre as opções de tratamento estão os medicamentos agonistas do receptor de GLP-1, como a semaglutida. “Estudos mostram que, em alguns pacientes, conseguimos não apenas ajudar na perda de peso, mas também reduzir em até 20% o risco de infarto, derrame e outras complicações. Por isso, cuidar do peso também passou a ser parte importante do cuidado com o coração”, explica Dr. Renato. A indicação desses medicamentos deve ser individualizada e considerar as condições clínicas e os fatores de risco de cada paciente. “O primeiro passo é fazer uma avaliação da saúde na totalidade”, afirma o especialista da FSFX.

“É importante entender se já existem doenças associadas, como pressão alta, diabetes ou colesterol alterado, quais medicamentos a pessoa usa e quais são os possíveis benefícios e riscos de cada tratamento. A partir desta avaliação é possível definir a melhor estratégia para o paciente. O objetivo é um tratamento integrado, individualizado e acompanhado. A obesidade é uma doença crônica e complexa e precisa ser tratada. O objetivo não deve ser apenas perder peso, mas conseguir manter essa perda e reduzir os riscos. Medicações emagrecedoras não são uma solução milagrosa e não substituem uma alimentação adequada e a atividade física, com acompanhamento médico. Elas são uma ferramenta dentro do tratamento mais completo”, acrescenta Dr. Renato Lott.

Reportagem: Euclides Éder

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