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Geni Núñez, a moçambicana Énia Lipanga, o italiano Roberto Parmeggiani, Geraldo Carneiro, Conceição Evaristo, Leda Maria Martins, Ricardo Aleixo e Hugo Monteiro Ferreira são os convidados da programação nacional desta sexta-feira (30), segundo dia do 6º Festival Literário Internacional de Itabira (Flitabira), na Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA). A partir das 17h, as mesas tratam de bullying e deficiência, de perspectivas africanas e indígenas, de corpo e oralidade e dos 75 anos de Claro Enigma, livro de Carlos Drummond de Andrade que dá origem ao tema da edição, “A Máquina do Mundo em Nós”.

À noite, o espetáculo inédito “Claro Enigma” em Libras, do Grupo de Dança Primeiro Ato, e a homenagem às três patronas da edição, Dona Rosinha, Dona Tita e Dona Joana Zeferina, coordenada por Conceição Evaristo. Acontece ainda a programação infantojuvenil, mesas da programação local, teatro e música no coreto. O evento, que tem como personalidades homenageadas até domingo (1º), com todas as atividades gratuitas. A Vale apresenta a 6ª edição do Flitabira, via Lei Rouanet do Ministério da Cultura, com o apoio da Prefeitura de Itabira, da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade e do Itaú.

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A programação infantojuvenil, com curadoria de Rafael Nolli, recebe quatro atividades na FCCDA. Rose Andrade, Quézia Juliana e o músico Carlos Alberto conduzem o “Jardim de Histórias e Brincadeiras”, de classificação livre. Lavínia Rocha recebe crianças a partir de oito anos em “O que você pensa quando falo África?”. À tarde, o grupo Quase uma bandinha sobe ao palco às 14h com uma apresentação musical que propõe transformar a plateia em banda, e o Espaço Cultural LuarAzul encena “Memórias de um abacateiro”, indicada a partir de quatro anos. A programação local tem curadoria de Sandra Duarte e Carolina Peixoto.

Duas mesas ocorreram no teatro da FCCDA: em “E agora, Drummond? A poesia fora das páginas”, Yang Pi, Gabriel Confuso e Karem Dynide, com mediação de Carolina Peixoto, falam da poesia que sai do livro para a música, o rap, o slam, a performance, as artes visuais, as redes sociais e a inteligência artificial, e de como essas linguagens aproximam Drummond dos jovens. Em seguida, “A desilusão na Máquina do Mundo” reúne Maxsandro Soares e Delci Cristina, com mediação de Sandra Duarte, em torno do gesto central do poema: quando a resposta para o enigma da existência finalmente se oferece, o caminhante a recusa.

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No coreto, ocorre o Momento Poesia, que traz de novo poetas itabiranos independentes lendo Drummond e os próprios poemas. Na programação nacional, a primeira mesa será às 17h: “Bullying e Desabilidade – O Direito de Ser Diferente”. O autor Hugo Monteiro Ferreira, autor de A Geração do Quarto, sobre bullying, isolamento e sofrimento emocional entre jovens, e o italiano Roberto Parmeggiani, autor de Desabilidade, que questiona os padrões de normalidade e a exclusão das pessoas com deficiência, discutem o papel da literatura e da educação no combate ao preconceito, com mediação de Gustavo Ziller.

Às 18h, em “Outras Formas de Existir”, a escritora moçambicana Énia Lipanga e a ativista indígena Guarani Geni Núñez aproximam perspectivas africanas e indígenas sobre as relações humanas e os efeitos da colonização, com mediação de Ale Santos. Às 19h, “Voz, Corpo e Palavra” reúne o poeta e performer Ricardo Aleixo e a poeta e ensaísta Leda Maria Martins, com mediação de Natália Alves, para falar do corpo que escreve, guarda memória e produz conhecimento. Às 20h, Pedro Bial (videochamada) e Geraldo Carneiro conversam sobre o livro de Drummond em “Os 75 anos do livro ‘Claro Enigma’”, mediação de Afonso Borges.

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Geraldo Carneiro falará também de seu novo livro, Ensaio Sobre o Mar. Às 21h15, Conceição Evaristo coordena a homenagem às patronas Dona Rosinha, Dona Tita e Dona Joana Zeferina, com representantes das famílias e mediação de Sérgio Abranches, num encontro que lembra também a história das mulheres negras do Quilombo Morro Santo Antônio. A programação artística começa às 16h30, no Coreto, com nova sessão de “Ah, se o Rio Tanque falasse…”, da Cia Itabirana de Teatro, intervenção teatral e musical que conta, em forma de causo mineiro, as histórias do casarão de mais de 50 janelas e da oficina de panelas de pedra-sabão.

Às 20h, também no Coreto, Alex Brooks, músico e professor da Escola Livre de Música de Itabira, apresenta o Trio Blues Bossa, com guitarra, baixo e bateria e repertório de blues, jazz e bossa nova. No Teatro da FCCDA, às 21h, o Grupo de Dança Primeiro Ato apresenta o espetáculo inédito “Claro Enigma” em Libras, em que a língua de sinais é a própria linguagem coreográfica e o ponto de partida da criação, e não uma tradução paralela. Todas as atividades são gratuitas, acessíveis, transmitidas online pelo YouTube. Os curadores desta edição são Sérgio Abranches e Calila das Mercês, ao lado do presidente, Afonso Borges.

Reportagem: Euclides Éder

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