Foto: Divulgação/Fecomércio MG

A análise dos dados da Pesquisa Mensal do Comércio, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) e avaliada pelo Núcleo de Estudos Econômicos da Fecomércio MG, mostra que o comércio mineiro manteve trajetória mais favorável que a média nacional, em novembro. O volume de vendas do varejo restrito em Minas Gerais avançou 1,3% frente a outubro, resultado acima do registrado no Brasil, que ficou em 1%. O dado indica retomada do ritmo no curto prazo.

Na comparação com novembro, o comércio varejista mineiro cresceu 1,1%. O avanço foi menor que o observado em 2024, mas ainda positivo em um cenário de desaceleração nacional, onde o crescimento foi de 1,3%. Bem abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior. Atividades como artigos farmacêuticos, médicos, perfumaria e equipamentos de informática seguem como destaques, demonstrando mudança no perfil de consumo e maior seletividade.

O quadro favorável foi sustentado principalmente por segmentos ligados ao consumo. “Mesmo com restrições no orçamento das famílias, o comércio mineiro tem mostrado capacidade de resposta. O consumidor está mais cauteloso, mas continua priorizando itens essenciais e de maior valor percebido”, avalia a economista da Fecomércio MG, Fernanda Gonçalves. No acumulado do ano, de janeiro a novembro, Minas Gerais apresentou crescimento de 0,1% no comércio e o Brasil registrou retração de 0,3%.

O indicador reforça a posição relativa mais sólida do Estado, ainda que o ritmo seja moderado. No acumulado de 12 meses, Minas manteve estabilidade, com variação de 0%, frente a queda de 0,2% no cenário nacional. O comércio também apresentou desempenho relevante em novembro. Minas Gerais cresceu 0,9% na comparação mensal, acima do resultado nacional de 0,7%. O avanço foi impulsionado principalmente pelo mercado de materiais de construção

“Os dados mostram que Minas Gerais está conseguindo sustentar um desempenho melhor que o Brasil, mas o cenário ainda é desafiador. Planejamento financeiro, gestão de estoques e leitura cuidadosa do perfil do consumidor serão decisivos para atravessar os próximos meses”, completa Fernanda Gonçalves. A leitura da Fecomércio MG indica que, apesar da perda de fôlego em alguns segmentos, o comércio mineiro encerra o período com sinais de equilíbrio e maior resiliência.

Reportagem: Euclides Éder

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