Crédito: Freepik

Minas Gerais permanece um dos Estados mais vulneráveis ​​do país à dengue e segue no nível de atenção para 2026. Apesar da queda dos casos observados no último ano, a chegada do verão e a constância das chuvas reacendem o alerta. Segundo dados do Ministério da Saúde, 2025 registrou uma redução de cerca de 90% dos casos em relação ao ano anterior, e o número de óbitos também caiu significativamente, com 135 mortes confirmadas, contra 1,2 mil em 2024 após intensas ações de controle do  Aedes aegypti, somadas a uma maior mobilização da população.

O cenário exige cautela e não permite que a população relaxe nas medidas preventivas. Números recentes já mostram uma tendência de alta que se assemelha ao início da grande epidemia de dois anos. “Ao perceber os primeiros sintomas, a hidratação deve ser iniciada imediatamente, mesmo antes do diagnóstico. A dengue é uma doença que drena o corpo rapidamente, e a programação de líquidos, seja com água, soro caseiro ou água de coco, é a principal ferramenta para evitar que o quadro evolua para formas graves”, orienta o médico infectologista Flávio Lima.

Com o início do período chuvoso, o número de casos de arboviroses aumenta, seguindo o ciclo de procriação dos vetores. A dengue se manifesta classicamente com febre alta e abrupta, dores no corpo, dor de cabeça e atrás dos olhos. Entre os cuidados, também é recomendado evitar o uso de medicamentos que contenham ácido acetilsalicílico e anti-inflamatórios, pois eles aumentam o risco de sangramento. Em caso de suspeita, o paciente deve procurar atendimento médico para a prescrição correta de analgésicos e antitérmicos. O combate ao vetor continua sendo a medida mais eficaz.

A vistoria para eliminar a parada de água em vasos, calhas, pneus e garrafas é indispensável para interromper o ciclo de vida do mosquito. “A queda nos números de 2025 provou que a mobilização funciona. O mosquito precisa de água parada para se reproduzir, e a maior parte dos focos ainda está dentro das residências. O uso de repelentes e a instalação de telas em janelas também são barreiras físicas importantes neste momento de alta transmissão”, finaliza o especialista. Receber os Agentes de Combate a Endemias (ACEs) é fundamental para prevenir os novos casos de dengue.

Reportagem: Euclides Éder

Deixe comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos necessários são marcados com *.