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Bebidas, acessórios e fantasias não vão faltar na lista de compras dos foliões mineiros neste carnaval, embora com gastos mais moderados. A informação é de pesquisa da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado de Minas Gerais (FCDL-MG), que aponta que os consumidores pretendem investir, em média, R$ 450 no período. Esse valor é quase 20% menor que em 2025, quando o tíquete médio foi de quase R$ 560. Neste ano, os principais gastos serão com bebidas (27%), acessórios carnavalescos (13%) e as tradicionais fantasias (3%). Apesar disso, a maioria dos entrevistados (57%) não pretende comprar nada de especial para se divertir.

“Percebemos que o consumidor segue cauteloso, principalmente porque a data está muito próxima de gastos de início de ano que pesam no bolso, como o IPTU, o IPVA, o material escolar. Além de outros desafios, que incluem uma taxa de juros ainda bastante alta e um ano que será marcado pelas eleições, fatores que geram instabilidade econômica. Outro ponto a ser observado, e que também traz impactos nos números, diz respeito aos hábitos da geração Z, com uma grande parcela desse grupo optando mais pelo descanso do que pela folia, e pelo consumo reduzido ou nulo de álcool”, analisa o economista da FCDL-MG, Vinícius Carlos Silva.

A pesquisa revelou que 88% dos mineiros vão curtir o carnaval em própria cidade. A maioria (10%) fará o deslocamento no próprio Estado e apenas 2% viajarão para fora. Um ponto que impactou na decisão dos mineiros: a possibilidade de descansar, opção preferida de 60% dos entrevistados. Outros fatores incluem curtir os blocos (16%), preço (14,5%) e oportunidade (10%). “A permanência em sua própria cidade possibilita aliar o descanso e a folia, principalmente levando-se em conta que 84,3% das cidades mineiras realizam eventos voltados para a temática, conforme apurado na própria pesquisa”, avalia o economista da FCDL-MG.

Reportagem: Euclides Éder

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