Foto: FSFX

O Hospital Márcio Cunha (HMC) da Fundação São Francisco Xavier (FSFX), mesma mantenedora do Hospital Municipal Carlos Chagas (HMCC), deu passo histórico na assistência cardiológica ao realizar procedimento inédito: o implante de marca-passo com eletrodo fisiológico. A técnica, considerada mais moderna e alinhada ao funcionamento natural do coração, marca um avanço significativo no cuidado com pacientes que dependem de estimulação cardíaca contínua e reforça o compromisso do HMC com inovação, segurança e qualidade de vida. Essa tecnologia ainda não está prevista para o HMCC, que atende exclusivamente pacientes oriundos do Sistema Único de Saúde (SUS).

Foto: FSFX

O procedimento contou com a participação do cardiologista eletrofisiologista Raphael Diniz e da cardiologista arritmologista e eletrofisiologista Thatiane Ticom, conduzido pelo cardiologista Rafael Pires, profissional formado em São Paulo (SP), com especialização em arritmia, eletrofisiologia e implante de marca-passos. Ele participou como proctor, ou seja, para auxiliar e capacitar a equipe. “Esse é um processo que exige tempo, treinamento e troca de conhecimento. À medida que a equipe vai absorvendo essa técnica, o Hospital estará plenamente apto a realizar esses implantes de forma independente, beneficiando diretamente nossos pacientes”, ressalta o Dr. Raphael Diniz.

Paciente Jaqueline Fideles. Foto: FSFX

A paciente beneficiada foi Jaqueline Fideles, de 35 anos. Ela nasceu com bloqueio atrioventricular total, condição caracterizada pela falha na comunicação elétrica entre os átrios e os ventrículos. Diferentemente do convencional, o implante com eletrodo fisiológico permite que a estimulação elétrica siga o caminho mais próximo possível do sistema natural, com contração sincronizada e eficiente. “Esse tipo de marca-passo faz com que o coração bata de forma mais fisiológica, preservando a função cardíaca ao longo do tempo. Isso se traduz em mais disposição, menor risco de insuficiência cardíaca, redução da necessidade de medicamentos e uma recuperação muito mais rápida”, explica o Dr. Raphael Diniz.

Foto: FSFX

O procedimento é realizado por meio do implante do eletrodo especial, posicionado após mapeamento do sistema elétrico cardíaco, técnica que exige alto grau de especialização. No caso de Jaqueline, o novo implante foi decisivo. Após receber um marca-passo convencional em fevereiro de 2024, ela passou a apresentar piora importante da função cardíaca. Exames de ressonância magnética e ecocardiograma com strain mostraram que a estimulação anterior estava causando dissincronia no coração. “Com o eletrodo fisiológico, conseguimos corrigir essa desorganização elétrica, permitindo que o coração recupere sua força e funcione de forma harmoniosa”, detalha o especialista.

Reportagem: Euclides Éder

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