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Gustavo Pimenta e Alessandro Moreira. Crédito: Rodrigo Digas/Porto Filmes

A Vale e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) celebraram terça-feira (15), parceria estratégica para o desenvolvimento de soluções inovadoras de economia circular na mineração, que promovam mais sustentabilidade na produção de minério de ferro, e possam gerar valores compartilhados, além de provocar impacto multissetorial. Cerimônia na Escola de Engenharia da instituição acadêmica, contou com a presença do presidente da Vale, Gustavo Pimenta, do vice-reitor da UFMG, Alessandro Moreira, marcando o início desta aliança. A parceria terá investimento inicial da Vale de aproximadamente R$ seis milhões, valor a ser utilizado na criação e consolidação do Colab de Mineração Circular, ambiente de fomento à inovação e de novos negócios de base tecnológica.

“A parceria com a UFMG representa um avanço importante não só para a Vale, mas para todo o setor. Esta iniciativa busca transformar a mineração, com impacto social positivo para a sociedade, e está alinhada à visão de futuro da Vale. Temos o potencial de atingir 10% da nossa produção de minério de ferro de fontes circulares até 2030. Queremos ampliar práticas sustentáveis e a colaboração com a UFMG trará um conhecimento acadêmico essencial para nossas atividades, o que ajudará a engajar a sociedade e os empreendedores locais para o tema” disse o presidente da mineradora. O foco do trabalho será na identificação, incubação e aceleração de soluções que promovam o reaproveitamento de rejeitos, estéreis e demais resíduos das operações de mineração.

Parceria entre a Vale e a UFMG. Crédito: Rodrigo Digas/Porto Filmes

O Colab será ambiente colaborativo, aberto a empresas, universidades, empreendedores, governo, fundos de investimento e comunidades, criando ecossistema robusto e integrado. “Para a UFMG, especialmente para a nossa escola de engenharia, é motivo de grande satisfação estabelecer mais uma aliança estratégica com a Vale. Trata-se de uma ação importante na área de inovação e empreendedorismo que visa a impactos sociais e econômicos significativos. Essa parceria contribui para a formação de alunos de graduação, mestrandos e doutorandos, integrando a presença da indústria na educação de engenharia”, enfatizou Alessandro Moreira. Os próximos passos da aliança envolvem a estruturação da iniciativa e a prospecção de parceiros interessados em desenvolver novos negócios.

No ano passado, a Vale produziu 12,7 milhões de toneladas (Mt) de minério de ferro, provenientes do reaproveitamento de estéreis e rejeitos. A empresa espera atingir 10% de toda sua produção de minério de ferro no Brasil de fontes circulares até 2030. “Tivemos resultados promissores em 2024, provando que é possível unir produção de alta qualidade com práticas cada vez mais sustentáveis. Estamos investindo em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) para expandir a circularidade nas nossas operações, reduzindo a geração de rejeitos e, consequentemente, a necessidade de barragens e pilhas, com ganhos financeiros, ambientais e sociais”, explica Rafael Bittar, vice-presidente técnico da Vale. A empresa criou o programa “Waste to Value”, reunindo mais de 100 iniciativas.

Produção de areia sustentável na mina Brucutu. Crédito: Divulgação/Vale

As ações são focadas no melhor aproveitamento dos recursos minerais, seja reintroduzindo os resíduos no ciclo produtivo ou usando-os como insumos de coprodutos. O programa busca maximizar a extração de minério a partir de pilhas e barragens existentes, reduzir a geração de novos rejeitos e desenvolver coprodutos, como areia e blocos para construção civil. A Vale também está investindo em novas tecnologias de sondagem para expandir o conhecimento geológico sobre recursos minerais anteriormente desconsiderados. As iniciativas de Mineração Circular também colaboram para a descarbonização da empresa. No ano passado, as atividades do “Waste to Value” geraram um benefício na redução de 23 mil toneladas de CO2 equivalente, o que corresponde à emissão de 14 mil carros populares.

Exemplo de mineração circular em Minas é o reaproveitamento do material das pilhas de estéril da mina Serrinha, durante o processo de descaracterização. A mineradora também possui uma Fábrica de Blocos na mina do Pico, em Itabirito, que transforma rejeitos da mineração em blocos para construção civil, doados para projetos sociais e utilizados em obras da companhia. No Pará, a operação do Gelado prevê o reaproveitamento de 138 milhões de toneladas de rejeitos de minério de ferro da barragem de Carajás. A Vale também criou a empresa Agera, com cerca de 40 empregados, para desenvolver a Areia Sustentável, produzida a partir do tratamento de rejeitos. Com menos de dois anos da criação da ferramenta, já foram comercializadas mais de dois Mt do material.

Reportagem: Euclides Éder

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