Especialista ensina como organizar o orçamento para melhor equilíbrio financeiro em 2026

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Com o novo ano, muitos aproveitaram para reverter planos e reorganizar prioridades. Entre as resoluções mais comuns está o desejo de colocar as finanças em ordem em 2026. O que muita gente não percebe, no entanto, é que esse processo passa menos por grandes mudanças e mais pela revisão de decisões cotidianas que, acumuladas ao longo do tempo, comprometem o orçamento. De acordo com Sérgio Batista, gerente de análise e planejamento financeiro do Banco Mercantil, instituição focada no público 50+, as dificuldades financeiras nem sempre estão ligadas apenas à renda, mas à forma como o dinheiro é administrado no dia a dia. Pequenas escolhas repetidas ao longo dos meses podem gerar impacto significativo no equilíbrio financeiro.
“Na prática, muitas pessoas acreditam que precisam de soluções para melhorar a vida financeira, quando, na verdade, rever comportamentos cotidianos já faz uma grande diferença. Um dos principais pontos de atenção é assumir compromissos financeiros sem avaliar o efeito nos meses seguintes. Parcelamentos frequentes e decisões tomadas sem planejamento acabam com a renda disponível e limitam escolhas futuras. Antes de qualquer contratação, é importante entender como aquele gasto vai impactar o orçamento nos próximos meses. Planejamento é o que garante previsibilidade e tranquilidade. Ter visibilidade das despesas ajuda a identificar excessos e corrigir rotas rapidamente. O importante é criar o hábito”, explica o gerente.
Também merece atenção o costume de deixar recursos parados sem rendimento. Guardar dinheiro é essencial, mas buscar alternativas seguras que preservem o valor ao longo do tempo e contribuam para maior proteção financeira, especialmente diante de imprevistos. O consumo por impulso é outro fator que pesa no orçamento. Compras feitas por emoção ou conveniência tendem a gerar arrependimentos e dificultam o planejamento. Por fim, o especialista reforça que as mudanças financeiras não dependem apenas de grandes viradas ou aumento de renda. “O equilíbrio financeiro é construído no dia a dia. Ajustes simples, feitos de forma consistente, têm potencial de transformar a relação das pessoas com o dinheiro ao longo do tempo”, conclui Sérgio Batista.
Reportagem: Euclides Éder

