Investimentos aceleram digitalização no sistema elétrico em Minas

Crédito: Cemig/Divulgação
A Cemig está acelerando seu processo de transformação digital e deve concluir, até 2026, a implantação do novo software Advanced Distribution Management System (ADMS), que significa, na tradução literal: Sistema Avançado de Gerenciamento de Distribuição. Essa é uma das plataformas mais modernas de gestão de redes elétricas do mundo. Com investimento superior a R$ 100 milhões, o sistema permitirá monitoramento, análise e controle em tempo real de toda a rede de distribuição da companhia, além de integrar de forma inteligente as fontes renováveis e descentralizadas conectadas ao sistema elétrico de Minas Gerais.
“O ADMS nos permite operar de forma preditiva, tomar decisões em tempo real e garantir mais confiabilidade para os clientes. Aliado aos medidores inteligentes e aos religadores automatizados, estamos criando uma rede mais robusta, moderna e preparada para o avanço das energias renováveis em Minas”, afirma a gestora da Cemig, Hortênsia Virginia Américo. A plataforma trará funcionalidades avançadas, como a automação da recomposição do sistema, simulação de cenários operativos e gerenciamento dinâmico de tensão e carga, reduzindo o tempo de restabelecimento da energia e elevando a confiabilidade da rede.
O ADMS consolida em uma única aplicação diferentes sistemas utilizados pela companhia, como o Supervisory Control and Data Acquisition (SCADA), que significa Supervisão, Controle e Aquisição de Dados, entre as plataformas de gerenciamento de interrupções e atendimento, que integrará o Centro de Operação da Distribuição (COD). Em paralelo ao ADMS, a Cemig vem ampliando a digitalização de sua rede de distribuição com a implantação massiva de medidores inteligentes e religadores automatizados. Até 2026, a empresa prevê 1,5 milhão de medidores inteligentes em operação, salto em relação aos cerca de 400 mil já instalados.
Os equipamentos permitem leituras em tempo real, análises detalhadas de consumo e maior transparência. Outro pilar do projeto é a instalação de 3.600 religadores automatizados, que permitirão a recomposição da rede de forma remota e ágil. A adoção dessa tecnologia reduz significativamente os indicadores de continuidade e aumenta a resiliência da rede frente a eventos climáticos. “O ADMS, em conjunto com a evolução da automação do sistema elétrico, nos coloca em um novo patamar de gestão da rede, com capacidade de integrar, monitorar e otimizar a inserção de novos recursos energéticos distribuídos”, destaca Hortênsia Américo.
Reportagem: Euclides Éder

