Avança mercado de Equipamentos de Proteção Individual

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O mercado brasileiro de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) vive novo ciclo de expansão e consolidação. Após superar a marca de R$ 21 bilhões em 2024, com crescimento de 9% em relação ao ano anterior, o setor projeta continuidade até 2026, com avanço médio anual entre 4% e 6%, segundo dados setoriais divulgados pela Associação Nacional da Indústria de Material de Segurança e Proteção ao Trabalho (Animaseg). Essa expansão reflete combinação de fatores: aumento da fiscalização trabalhista; maior conscientização das empresas sobre saúde ocupacional; modernização de operações industriais, investimentos em infraestrutura; e o fortalecimento da Norma Regulamentadora n.º 10 (NR-10), sobre segurança em instalações e serviços com eletricidade.
Neste cenário, segmentos especializados ganham relevância, como o de luvas para riscos elétricos. Com nicho no universo das luvas de segurança, esse mercado deve crescer entre 4% e 8% ao ano até 2026, acompanhando obras no setor elétrico, expansão das energias renováveis e a necessidade de proteção técnica cada vez mais rigorosa. A estimativa é que o Brasil produza entre 700 mil e 800 mil pares por ano, movimentando de R$ 180 milhões a R$ 220 milhões. As luvas, aliás, representam uma das categorias mais relevantes do setor. Segundo o anuário da entidade, elas responderam por quase 19% do mercado nacional de EPIs em 2024, com faturamento próximo de R$ 4 bilhões. Vestimentas de proteção e calçados completam o grupo de maior peso no segmento.
O setor também amplia sua presença internacional. Em 2024, as exportações ligadas ao projeto Brazilian Safety, em parceria com a ApexBrasil, somaram US$ 24,41 milhões, com destaque para calçados de segurança e produtos voltados à América Latina e Europa. Para especialistas do setor, o momento exige que fabricantes e distribuidores acompanhem a evolução técnica e regulatória do mercado. “As empresas precisam estar em sintonia permanente com as demandas desse segmento, que é altamente exigente em relação à qualidade, certificação e desempenho dos produtos comercializados. Segurança não admite improviso. Quem investe em tecnologia, conformidade e inovação sai na frente”, afirma o especialista em EPIs e sócio-diretor da Prots, Diogo Santiago.
Outro dado estratégico mostra o potencial de expansão: o gasto médio anual com EPIs por trabalhador no Brasil ainda é inferior ao de mercados maduros, como Europa e Estados Unidos. Isso indica espaço para crescimento tanto em volume quanto em qualificação dos equipamentos fornecidos. “Com a indústria mais preparada, avanço regulatório e empresas cada vez mais atentas à prevenção, o mercado brasileiro de EPIs se consolida como um dos mais promissores da América Latina, unindo competitividade, geração de empregos e proteção à vida no ambiente de trabalho”, finaliza Diogo Santiago. A Prots é uma empresa 100% nacional especializada na fabricação de equipamentos de proteção individual para o setor elétrico. Atualmente, apenas a fábrica em Araquari (MG) possui capacidade de produção de até 15 mil pares de luvas por mês.
Reportagem: Euclides Éder
