FSFX: cuidado e diagnóstico precoce melhoram desenvolvimento de crianças com TEA

Foto: Funcesi
Celebrado nesta quinta-feira (2), o Dia Mundial de Conscientização do Autismo reforça a importância do diagnóstico precoce, do acompanhamento especializado e da inclusão de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A data também chama atenção para o papel do cuidado humanizado e multidisciplinar na promoção do desenvolvimento e da autonomia de crianças com o transtorno, como se faz na Fundação São Francisco Xavier (FSFX), envolvendo a família, a escola e as demais ambientes.
O TEA é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por dificuldades em comunicação, interação social e pela presença de comportamentos repetitivos ou interesses restritos. Apesar do aumento da visibilidade do tema, ainda persistem mitos e generalizações. “O cuidado humanizado é essencial para o desenvolvimento e a autonomia da criança, pois cada indivíduo responde de forma diferente. Não existe um autista igual ao outro, e o tratamento precisa ser individualizado”, afirma o médico psiquiatra da FSFX, Arthur Lobato.

Psiquiatra Arthur Lobato. Foto: FSFX
Nos primeiros anos de vida, o cérebro passa por intenso desenvolvimento, o que torna essa fase estratégica. “Quanto mais cedo a criança for estimulada, maiores são as chances de aprendizado e evolução”, explica o psiquiatra. Na prática, o tratamento envolve uma abordagem multidisciplinar, com a atuação de profissionais como fonoaudiólogos, psicólogos, terapeutas ocupacionais, e acompanhamento psiquiátrico, se necessário. Essas intervenções contribuem para o desenvolvimento da comunicação, habilidades sociais e autonomia.
A tecnologia também tem se mostrado uma aliada importante, especialmente na comunicação. Ferramentas digitais permitem que crianças não verbais expressem necessidades básicas, além de facilitar o acesso a atendimentos especializados, como consultas online. Para as famílias, o diagnóstico costuma marcar o início de um processo de adaptação. A auxiliar administrativa Ariadnei Patricia Teixeira relata que a confirmação do diagnóstico da filha, Luiza Vitória, aos oito anos, foi acompanhada por sentimentos diversos.

Luiza Vitória e a mãe Ariadnei Teixeira, acompanhadas do pai Sérgio Paulo, a irmã Ana Vitória. Foto: FSFX
“Foi um momento de susto e de luto. Com o tempo, entendemos que os sonhos continuavam apenas de forma adaptada. A equipe de profissionais faz toda a diferença e nos ajuda a lidar com as situações do cotidiano”, disse Ariadnei Teixeira. No 8º ano, Luiza acumula conquistas que, segundo a mãe, representam grandes vitórias. “Um abraço, uma boa nota ou uma amizade têm um valor enorme. A inclusão é uma das maiores conquistas”, relata. Apesar dos avanços, ainda há desafios para ampliar a compreensão da sociedade.
Reportagem: Euclides Éder

