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Dia 20 de maio foi celebrado o Dia Nacional dos Medicamentos Genéricos, uma categoria que se consolidou como um dos pilares do acesso à saúde. Mais de duas décadas após sua regulamentação, os genéricos seguem ampliando sua participação no varejo farmacêutico e reforçando seu papel como alternativa segura, eficaz e economicamente acessível para a população. A mais recente Pesquisa de Comportamento do Consumidor em Farmácias no Brasil – Edição 2026 revela que os medicamentos genéricos estiveram presentes em mais de 32% das cestas de compras realizadas nas farmácias, praticamente empatados com os medicamentos similares (30%) e muito próximos dos medicamentos de marca de referência (35%).

Os dados demonstram uma mudança estrutural no comportamento do consumidor. Em 2021, os genéricos representavam 27% da composição das cestas. Em 2026, superou 32%, o que representa um crescimento acumulado de aproximadamente 16% no período. Segundo Edison Tamascia, presidente da Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias (Febrafar), o avanço comprova a crescente confiança da população nesse tipo de medicamento. “Os medicamentos genéricos já conquistaram definitivamente a confiança do consumidor brasileiro”, avalia o representante do segmento. A relevância dos genéricos está diretamente associada à busca por economia”, revela.

Esse comportamento reforça o papel dos genéricos. “O crescimento contínuo observado nos últimos anos mostra que a população reconhece nesses produtos uma combinação essencial de qualidade, segurança e preço acessível, tornando-os fundamentais para ampliar o acesso aos tratamentos e fortalecer a sustentabilidade do sistema de saúde. Em um cenário de maior pressão sobre o orçamento das famílias, os genéricos assumem uma função ainda mais relevante, pois permitem que o consumidor mantenha seu tratamento sem comprometer a eficácia terapêutica. Para as farmácias, essa categoria também representa uma importante oportunidade de fidelização e geração de valor ao cliente”, destaca Edison Tamascia.

O levantamento mostra que o preço permanece como o principal critério para a escolha da farmácia, citado por 82% dos consumidores entrevistados nesta apuração. Em segundo lugar aparece a localização, com 10,25%. Outros fatores mencionados foram estoque (3,4%), participação no Programa Farmácia Popular (2,15%), facilidade para estacionar (1,0%) e qualidade do atendimento (1,0%). Os resultados desta pesquisa são corroborados pelos dados de mercado também acompanhados pela Febrafar. No acumulado móvel anual até janeiro de 2026, os medicamentos genéricos registraram crescimento acima de 13%, desempenho superior ao de diversas outras categorias do varejo no segmento farmacêutico do Brasil.

Reportagem: Euclides Éder

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