ITI vai produzir mel sustentável, transformar bebidas em geleia e ensinar a fabricar artigos em cerâmica

Colmeia para produção de mel sustentável. Crédito: Aline Ferreira
Foi entregue nesta segunda-feira (8) a Fábrica Social do Instituto Igualdade, Transformação e Inovação Social (ITI). O local instalado a rua Dr. Alexandre Drummond, 17, Centro vai reunir os três projetos: colmeias para produção de mel sustentável, ateliê para produção gastronômica de geleias por meio de vinhos e outras bebidas alcoólicas apreendidas pela Receita Federal por descaminho ou transporte ilegal, e Cerâmica ITI para produzir itens deste material através das aulas e consultoria da artista plástica Solange Bethônico.

Geleias produzidas com bebidas. Crédito: Aline Ferreira
Além da Superintendência da 6ª Região Fiscal da Receita Federal, o apoio será ainda através da plataforma Sementes do Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG), mineradora Vale e Prefeitura de Itabira. O projeto Colmeias visa a produção de mel de forma simplificada e ecológica, que possibilita redução de danos causados na coleta dos insumos das abelhas. As colmeias serão produzidas em impressoras 3D com fios pet, a partir de embalagens plásticas esterilizadas, o que cria uma ferramenta de preservação ambiental.

Itens em cerâmica. Crédito: Aline Ferreira
O projeto Transformar vai produzir geleias com bebidas alcoólicas repassadas pela Receita Federal, por intermédio de Termo de Colaboração. São mercadorias apreendidas por estarem em desconformidade à lei. E no ITI passam por descaracterização para serem vendidas. A Fábrica Social Cerâmica oferta qualificação profissional atrelada ao eixo tecnológico na confecção de materiais utilitários em cerâmica, como alternativa ao desenvolvimento econômico das alunas. A produção será com colaboradoras em situação social vulnerável.

Autoridades que prestigiaram o evento. Crédito: Aline Ferreira
“Percebemos que os seus projetos exalam o bem, eles transformam as vidas das pessoas para muito melhor. Queremos essa parceria cada vez melhor e maior, nesta área da gestão de mercadorias apreendidas”, disse Mário José Dehon Santiago, supervisor da Receita Federal, em Belo Horizonte. “Tudo que o ITI coloca a mão se transforma em projetos grandiosos e a Vale não poderia se ausentar do apoio a essas iniciativas”, aposta Eduardo Cysneiros, coordenador de relacionamento com a comunidade corredor sudeste da Vale.

Giuliana Fonoff, Mário Santiago e Ronaldo Silvestre. Crédito: Aline Ferreira.
“Não é o primeiro projeto e não será o último, auxiliando sempre que possível, investindo em projetos que têm retorno e resultado, sobretudo atendendo mulheres vulneráveis”, explica a promotora do MPMG, Giuliana Talamoni Fonoff. “Mais um sonho realizado, dentro da missão do ITI, usando todos os polos e formas, para agregar e trazer valor no nosso projeto de mudar para melhor as vidas. Não poderia ter esse sentimento de agregar na vida das pessoas se eu não viesse de uma delas”, finaliza Ronaldo Silvestre, diretor e fundador do Instituto ITI.
Reportagem: Euclides Éder

